segunda-feira, 26 de abril de 2010

Leituras em Cena

Esta semana os nossos piratas foram mais uma vez desafiados. Desta vez a missão na Ilha das Palavras foi entrar aqui no nosso Blog e efectuar uma pesquisa nos diferentes sítios de contos, histórias ou fábulas. Cada um escolheu um texto em casa e teve que fazer um trabalho de preparação: leitura, interpretação e encenação, utilizando apenas um fantoche à sua escolha que servisse de narrador. O trabalho de preparação durou 3 dias e todos, ou quase todos, sabiam muito bem os textos, dando-lhes a entoação necessária para que pudessem ser entendidos pelos colegas que assistiam aos espectáculos individuais. Um dos momentos altos destas Leituras em Cena foi a apresentação das nossas benjamins do 1º ano, que já conseguiram apresentar  textos com mais de 12 linhas com uma leitura fluente e perceptível e com grande à vontade nas suas estreias, numa performance de representação bastante interessante. Parabéns à Marina e Leonor por terem passado neste grande teste. Uma menção honrosa vai para o aluno Diogo Silva do 2º ano que deu um verdadeiro show de leitura encenada e surpreendeu toda a plateia que não estava à espera deste brilharete. Afinal há quem leve estes desafios mesmo a sério...
Também tivemos um excepção, que foi uma leitura encenada a 3 elementos. Desta vez a cena já não correu tão bem como individualmente já que os artistas prepararam a leitura em cima do joelho. Para a próxima há que trabalhar mais este aspecto.
Estão todos de parabéns mais uma vez! Viver na Ilha das Palavras tem destas coisa...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cultura de caracóis

A idade escolar é rica em representações e criações. É nesta altura que os alunos recriam experiências adultas mas adaptadas à sua idade. O coleccionismo de objectos, por mais insignificantes que sejam são tidos como riquezas valiosíssimas, pessoais e secretas. Depois vem a fase natural: a criação de bichos da seda, de bichos de conta, das agúdias (formigas com asas para atrair pássaros nas armadilhas) e por aí fora...
Nos meios urbanos as crianças "cinzentas", infelizmente, estão alheias a estes seres vivos, a esta diversidade de pequenos bichos, que fazem parte do quotidiano dos nossos alumnus formandus alvarinus"as crianças verdes e ecológicas". É com grande satisfação que tenho podido presenciar as suas actividades predilectas na hora do recreio. Esta semana fui surpreendido com uma singular colecção de caracóis. E que caracóis afortunados! Que até tinham direito a mansões de cantaria, forradas com as mais verdes e bonitas folhas de árvore. Um verdadeiro luxo! Já para não falar de casas equipadas com escorrega e sauna. Mas, para tristeza dos petizes, os rastejantes viscosos durante a noite davam à sola, ou como quem diz, deslizavam na baba e voltavam a onde tinham sido caçados. E todos as manhãs era uma correria à caça de novos exemplares para ver quem era o melhor HELICULTOR - criador de caracóis
Mas no final da semana, os piratas já estavam tão fartos de perseguir aqueles caracóis malandros que eram mesmo, muito endiabrados. Uns irrequietos! E em consenso geral, lá abandonaram as suas explorações. Agora, os "babosos" lá continuam as suas vidas calmas, espalhados pelo jardim da escola: à vara larga, como estavam habituados...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Dia da Terra - 22-04-2010

Os piratas da Ilha das Palavras homenagearam o nosso belo Planeta Terra com um poema colectivo em acróstico, realizado em alta velocidade (10 minutos). Depois de ficarem com a cabeça à roda de tantos movimentos de rotação e translação em redor das palavras flutuantes, aqui está o resultado:

Preciosa é a nossa  Terra,
Linda e bela esta morada
Algures na vasta escuridão
Num grande oceano de nada.
Esmeralda viva e azul-celeste.
Tens altos tesouros tão preciosos
Andes, Alpes, Estrela e Everest,
Tantos desertos espantosos.
E se nós, desumanos terráqueos
Regarmos este belo jardim
Recebemos fontes de vida
A Terra então, não terá fim.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Alguém disse... (1)

"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede."Carlos Drummond de Andrade

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"Alguém disse..." Esta é uma nova rubrica dedicada a frases, pensamentos e citações, célebres ou de ilustres desconhecidos, que incidam particularmante nos temas: literatura, contexto escolar, pedagogia, conhecimento e outros aspectos culturais.
Aqui fica a 1.

domingo, 18 de abril de 2010

O Céu e a Terra - concepções pequenas de pequenos artistas

Num destes dias, ao chegar à sala de aula deparei-me com uma discussão ideológica algo acesa. Os piratas defendiam as suas convicções, gesticulando com movimentos espavoridos, num tom de voz bastante elevado, com os típicos insultos à mistura. Naquele momento só me lembrei de um dia na Assembleia da República... Antes de intervir escutei um pouco o teor da conversa e logo percebi que era um assunto algo melindroso: religião versus ciência. Nestas ocasiões um professor deve ser imparcial. Estes temas não são fáceis de abordar mas de qualquer modo a opinião do "mestre" deve ser consiliadora a ambas as partes. De um lado defendia-se que Deus criou a Terra e tudo o que conhecemos, no outro pairava uma onda de cepticismo, inclusíve no Pai Natal (sem comentários). Nesta ala ideológica utilizava-se como argumento, o Power Point científico sobre a teoria do Bing Bang apresentada na aula, assim como a farça dos pais em fazerem-se passar pelo velho de barbas brancas que aparece de surpresa nas casas dos petizes de 24 para 25 de Dezembro. Um verdadeiro atentado à ideologia cristã.
Os ferverosos católicos, impulsionados por uma forte onda ideológica cristã nas sessões de catequese de fim de semana, defendiam piamente a força de Deus na génese do Mundo.
Confesso que a conversa ficou interessante e após uma hora de explicações à la carte, consoante as solicitações de parte a parte, procurei analisar a situação de forma a agradar "a gregos e troianos", fazendo incursões pela história da igreja até aos importantes avanços da ciência. No final, todos saíram a ganhar e houve um respeito mútuo entre ambas as partes de modo a que, numa fusão ideológica, se estabeleceu um consenso e a ciência...ficou a ganhar, não estivessemos numa escola democrática, pluralista e sobretudo onde os factos objectivos são a base de trabalho.
A sessão de trabalhos foi profícua e ambos os partidos resolveram "assinar" o Acordo de Alvarinhos de uma forma artística mas baseada na concepção alegórica da religião. Bem..." Oc opus labor est" :

Clique em cima das imagens para visualizar melhor



quinta-feira, 15 de abril de 2010

2010 - Ano Internacional da Biodiversidede

A biodiversidade traduz-se na quantidade de espécies de seres vivos existentes no planeta. Existem espécies adaptadas a ambientes tão diversos como o gelo da Antártida ou fontes submarinas com actividade vulcânica e temperaturas superiores a 100ºC. Ainda se conhece pouco sobre a biodiversidade do planeta. Calcula-se que existam entre 10 a 20 milhões de espécies, das quais só 10% estão estudadas a nível científico!
O principal impacto da perda da biodiversidade é a extinção das espécies que são irrecuperáveis.
O Homem é o principal responsável da perda da biodiversidade. As espécies têm sido exterminadas de maneira muito rápida pela acção humana, com uma taxa de extermínio 50 a 100 vezes superior aos índices de extinção por causa natural.

Exemplos da acção do homem e suas consequências na biodiversidade do planeta:

- Eliminação ou alteração do habitat pelo homem - é o principal factor da diminuição da biodiversidade. A eliminação de vegetação local para construção de casas ou para actividades agropecuárias altera o meio ambiente. Em média, 90% das espécies extintas acabaram em consequência da destruição de seu habitat;
- Super-exploração comercial - ameaça muitas espécies marinhas e algumas terrestres;
- Poluição das águas, solo e ar - stressam os ecossistemas e matam os organismos;
Introdução de espécies exóticas - ameaçam os locais por predação, competição ou alteração do habitat natural.

A diversidade biológica apresenta um papel fundamental para a nossa espécie, uma vez que aproximadamente 40% da economia mundial e 80% das necessidades dos povos dependem dos recursos biológicos.
Devido essencialmente a actividades humanas como a agricultura, a pesca, a indústria, os transportes e a urbanização de extensas partes do território, entre outras, observa-se que os ecossistemas e as espécies se encontram, a um nível global, cada vez mais ameaçadas, com a consequente diminuição da biodiversidade.
Esta tendência pode vir a ter, profundas implicações no desenvolvimento económico e social da comunidade humana, pois é frequentemente acompanhada por profundas alterações ambientais.
Neste contexto, o conceito de conservação da natureza tem vindo a evoluir precisamente no sentido de manutenção da biodiversidade.
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Biodiversidade de Alvarinhos

A Escola E.B 1 de Alvarinhos orgulha-se de conter "espécies raras" de alunos, que devido a um habitat único, apresentam qualidades de cidadania, de tolerância e de respeito para com todos da comunidade educativa, acima da média do sistema. Para além disso, esta "espécie rara" possui capacidades de adaptação invulgares quando postos à prova em experiências educativas peculiares. Este comportamento manifesta-se através de comportamentos específicos: argumentações próprias, por vezes manifestadas com guinchos, interpretações em forma de interjeições sonoras, risadas efusivas, expressões faciais únicas e exclamações teatrais explendorosas.
Temos feito algum esforço em evitar a extinção desta espécie, através da criação de condições, infraestruturas e meios indispensáveis à sua interacção com o habitat envolvente. Para tal temos contado com a Associação de Pais "Protectora dos Bichos de Alvarinhos" e com a  Terruginha. De futuro, gostaríamos de contar mais com a Educa, para que este habitat seja preservado e requalificado e possa continuar a albergar com qualidade esta espécie única de "alumnus formandus alvarinus", actualmente com um universo de 13 indivíduos, 8 fémeas e 5 machos de 4 anos de desenvolvimento / escolaridade diferentes, daí esta riqueza em termos de Biodiversidade. No próximo ano lectivo espera-se que a tendência seja ascendente...
Até breve!



terça-feira, 13 de abril de 2010

Queremos contrariar o ditado...

"Abril, Abril, águas mil!" Será? Esperemos que não, pois os piratas andam felizes como as abelhas de flor em flor, no nosso belo jardim.
Começámos o 3º Período com Sol para que as cabeças produzam ideias quentinhas e saborosas, como um delicioso Mel transformado em palavras. Continuaremos...

sexta-feira, 26 de março de 2010

Porque a Primavera chegou!...

No âmbito da actividade de Agrupamento, "Semana da Primavera", realizaram-se diversas actividades na E.B. 2/3 da Terrugem. Propôs-se ao alunos que construissem chapéus alusivos a esta estação, Chapéus de Primavera, onde o objectivo seria um desfile por turma no campo de futebol... 
Toda a criatividade e originalidade, para além dos alunos, veio dos encarregados de educação que colaboraram activamente na realização destes chapéus. Aqui deixamos um agradecimento especial para eles. Na Ilha das Palavras, para além dos chapéus, os piratas dançaram e cantaram. A música "Primavera" do grande Gimba, ex Afonsinhos do Condado, serviu como hino e ilustrou bem o espírito vivido nas últimas semanas. Todos aprenderam a poesia da letra e todos a cantam como verdadeiros Piratas. Pena que na festa do Agrupamento este "pormenor" de ligação às escolas envolvidas, não tivesse a projecção esperada...

Os Chapéus de Alvarinhos...únicos!



sábado, 20 de março de 2010

Lenga-lenga

[Baseada no ritual diário de uma criança que frequenta a escola]


“Tic-tac”
Tic-tac, toca a acordar
Toca o relógio, toca a andar.
Sair da caminha
Lavar a carinha
Toca na água, que está bem fresquinha!

Tic-tac, toca a sair
Toca o relógio, é hora de ir.
Ir para a escola
Levar a sacola
Toca a aprender, puxar p’la carola!

Tic-tac, toc’almoçar
Toca o relógio e vai a saltar.
À espera na bicha
Do arroz de salcicha
Toca a comer, como a lagartixa!

Tic-tac, toca a saída
Toca o relógio, estamos de ida.
Vamos pra casa
Já estamos em brasa
Toca a buzina, a mãe não se atrasa!

Tic-tac, que fome que tenho
Toca o relógio prá hora do banho.
Beijinho ao papá
Beijinho à mamã
Toca a dormir e até amanhã!...

Rui Beato

Proposta de Escrita Criativa - poesia

“Animais e coisas… poéticas”
[Objectivo: lúdico. Desenvolver o texto poético]

Faixa etária : 9 ao 99
• Construir um poema com versos emparelhados (em pares)

• Mínimo 4 pares, independentemente se rimem ou não, mas cada frase deverá ter um sentido (causa-efeito)

• Escolher o nome de um ANIMAL, OBJECTO, …no plural, para iniciar o primeiro verso e atribuir-lhe um ADJECTIVO no plural, sempre o mesmo em cada verso e invertendo a ordem no segundo verso
Ex.:


Corvos na árvore, negros no ar
Negros no ar, corvos a voar

Corvos na gaiola, negros fechados
Negros fechados, corvos trancados
Corvos na rua, negros fugitivos
Negros fugitivos, corvos furtivos

Corvos na vida, negros a olhar
Negros a olhar, corvos a agoirar.

Agora experimentem vocês...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Poesia de Pai, pelos alunos de Alvarinhos

Dia do Pai, aquele dia tão especial. Aqui na Ilha das Palavras, os piratas desenterram tesouros poéticos e meteram mãos à obra. Aqui fica um exemplo de uma "poesia de homenagem ao pai" de uma aluna mas também, filha. Trabalhar poesia na sala de aula, deixa de ser difícil quando as palavras dançantes percorrem diariamente o imaginário dos alunos.

O Pai

O pai às vezes irrita
Outras, não

O pai às vezes dá-me prendas
Outras, dá-me o seu coração

Quando o pai "bate"
Eu choro

O pai é Amigo
O pai é o melhor
O pai é fixe
O pai é o maior

Um pai é como um flor
se eu me portar bem

Um pai é como um coração
se eu for também

Dizem que mãe há só uma, não há igual
Mas eu digo que PAI, é também muito especial.

Raquel Teles Martins, 4º ano

 Mimos para os pais:


terça-feira, 16 de março de 2010

SER "ESCRITOR"... (breves considerações pessoais)


Esta é uma homenagem a todos aqueles que, seja qual for a sua relação com a escrita, comunguem do mesmo ideal. A escrita é como um raio de Sol, pode ser ténue e morrer à nascença ou mesmo grandioso e aquecer uma multidão. O que importa é que a chama nunca se apague, mesmo que o calor fique guardado só no interior de cada um.
Um escritor é como um Deus criador, numa versão light, limitado ao seu mundo de imaginação.
Cria as personagens, inventa os sentimentos, as emoções, controla o tempo, o espaço, a forma, as causas e até as consequências.
Dir-se-á que, lança os mandamentos para colher as reacções. As reacções do leitor. Veste o fato de grande pequeno deus que, com o dom da sua palavra consegue perverter a possibilidade de escolha, de um pensamento comum.
O escritor agita, perturba, assusta ou entretém. O escritor provoca, elucida, informa ou influencia. O escritor esclarece mas também engana. Manipula.
Umas vezes valoriza, outras, marginaliza. Numas é imparcial e consciencioso, noutras pode ser um pouco tendencioso.
O escritor bebe do que o rodeia e dá a beber o que consumiu. O tamanho da sua fonte implica a qualidade da sua água. A água das palavras, que nunca é pura mas sempre adulterada. Ele coloca o açúcar ou o mel, o sal ou o fel. Torna as palavras doces, amargas, ácidas e por vezes insonsas.
O poder da escrita não passa apenas pelo estilo, pela estética ou pela métrica. O poder surge da alma, do espírito, da vontade ou do desassossego! Corrompe, revela, excita e faz ver quem é cego.
Se a uns diverte, a outros vicia. Se a uns traz sobriedade, a outros inebria. Desde a perfeita exactidão até à mais suspeita utopia.
As palavras do escritor são o código daquilo que conhecemos mas também do que não conhecemos. Do conhecimento da pluralidade ao desconhecimento da individualidade.
Ser escritor é querer deixar uma marca na existência. É descontrolar a necessidade da procura da verdade ou por outro lado, saber controlar uma imaginação desenfreada pela procura do fantasioso, do irreal e do transcendente.
Quando o escritor escreve, algo nasce. Perfeito ou imperfeito é sempre um filho e tal como um pai não o deve rejeitar. Aceita-o, educa-o, escreve-o ou reescreve-o. Também o protege e alimenta com o melhor possível da sua escrita.
Pois seja construtiva ou destrutiva, o que importa é ser criativa!

Aos meus alunos:
Queridos alunos, saber escrever não é uma virtude inalcançável. Está dentro de cada um de vós uma semente escondida. Apenas tereis que saber despertar esse interesse, com umas doses de leitura, uma pitada de escrita, criatividade q.b. e carregar no ingrediente da imaginação. Assim os vossos textos serão “cozinhados deliciosos” aos olhos de quem se delicia com as vossas palavras.
Por tudo e por nada…escrevam. Pensaram em algo? … Escrevam. Sonharam com algo? … Escrevam. Tiveram uma ideia? … Escrevam. Ouviram uma canção?... Escrevam! Querem descrever alguma coisa? … Escrevam! Estão apaixonados? … Escrevam!
Façam uma história, façam um livro, escrevam para um jornal, criem um Blog ou uma página na net, construam um diário, etc.
E mais! Leiam muito e arrisquem mergulhar no papel com um texto bem engraçado. Não custa nada!

Só não esqueçam do lema “ Ler e escrever é fixe a valer!”
Ass. Um não-escritor (prof. Rui Beato)

terça-feira, 2 de março de 2010

Dia de ouvir histórias - de Álvaro Magalhães

Hoje começamos o dia a ouvir pequenas histórias de Álvaro Magalhães e ilustração de António Modesto compiladas no livro "O homem que não queria sonhar e outras histórias". Ouvimos histórias de pessoas para pessoas e reflectimos coisas bonitas sobre a vida que muitas vezes nos passam ao lado. Com uma linguagem bastante acessível ao miúdos e deliciosa aos graúdos, são pequenas histórias de fácil digestão, para serem contadas pela manhã ou mesmo ao serão.

-Um segredo mal guardado
-O espelho
-História de uma dor de cabeça
-9 horas? Nunca mais!
-O homem que não queria sonhar
-O cantor e a rosa
-O livro que nunca acaba

Aqui fica uma sugestão de leitura com belas histórias da literatura portuguesa numa biblioteca perto de si.

Professor Lobo e os 13 cabritinhos - versão EB1 Alvarinhos

Numa bela segunda-feira do mês de Fevereiro, os 13 cabritinhos da Escola E.B. 1 de Alvarinhos estavam a fazer um teste de Matemática. Como não tinham estudado, nem lhes apetecia pensar, começaram no “copianço” a deitar o olho para o teste uns dos outros. Mas como nenhum se tinha preparado, estavam todos no mesmo comboio… Conclusão: uma trapalhada geral.
O professor Lobo, já tinha topado aquela cena e esperou que acabassem o teste. Então, no final, recebeu os testes de cada um e levou-os para casa. Quando chegou o dia de entregá-los, os cabritinhos ficaram boquiabertos com os resultados. Todos, “Não Satisfaz”!
O professor Lobo ficou muito desapontado. Tão desapontado que olhou para eles com ar furioso e quase os comeu com o olhar. Os cabritinhos, assustados, fugiram e esconderam-se debaixo das mesas, nos armários, atrás da porta, atrás das árvores do pátio, atrás dos computadores, debaixo da secretária do professor Lobo, na casa de banho e até dentro do caixote do lixo. Então a sua assistente Cabra Branca, que já conhecia as manhas dos cabritos foi procurá-los. Encontrou-os todos e levou-os pela a orelha de volta às suas mesas. Mas, reparou que faltavam dois. Eram as cabritinhas do 1º ano. Como eram as mais pequenas ninguém as encontrava, até que um cabritinho bufo, do 2º ano as denunciou. Estavam enfiadas atrás do relógio de parede da sala. A sua fuga tinha acabado ali.
Depois de estarem todos apanhados e sentados no lugar, o professor Lobo deu-lhes um castigo: 1 semana sem intervalo, sem computador, sem jogos, sem filmes, sem contos, sem desenhos, sem pinturas em fotocópias, sem brinquedos e sem… e sem… e sem…
Os cabritinhos aprenderam uma grande lição. A lição...qual lição?! Mas todos sabem que devem  estudar antes dos testes, isso eles fazem todos dias durante as aulas! Bem, afinal não vale mesmo a pena brincar às escondidas e camuflar-se em qualquer sítio, pois o professor Lobo e a sua assistente, a Cabra Branca já os conhecem de ginja e nada nem ninguém os engana naquela escola. E há sempre um "bufo" que dá uma ajudinha...




Texto colectivo realizado pelos 13 piratas da Ilha das Palavras

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Carnaval de Alvarinhos...o melhor Carnaval do Agrupamento... ;)

Na escola de Alvarinhos, celebrámos o Carnaval com muita folia e animação. Foi uma loucura! Como não pudemos ir fazer um "corso" para a rua porque estava a chover, fizemos a festa na escola, com a companhia de alguns pais e dos professores das AEC. Aqui ficam algumas imagens dos Foliões de Alvarinhos.

Elmer, um elefante muito especial

O livro Elmer, de David McKee, fala de um elefante diferente de todos os outros elefantes. Com um padrão de cores muito divertido, esta personagem fora do vulgar em relação aos elefantes comuns, ilustra uma personagem divertida, bem disposta e especial no seio da sua manada. Nunca havia um dia triste, pois Elmer estava sempre pronto para fazer das suas. Era conhecido na selva por se diferente, facto esse que o começou a deixar preocupado, até que um dia... Bem, o melhor é lerem a história.
É um livro com um conteúdo bastante rico, abordando o tema da "diferença" de uma forma bastante sublime e que pode ser utilizado de forma transversal às várias áreas: desenvolvimento para a cidadania, língua portuguesa, matemática, expressão plástica...
Aqui deixamos os Elmers de Alvarinhos. Até breve.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O Limpa - Palavras (poesia para jovens escritores)

(Sugestão de leitura: de pais para filhos e de filhos para pais, com uma boa entoação poética.)

O Limpa - Palavras


Limpo palavras.
Recolho-as à noite, por todo o lado:
a palavra bosque, a palavra casa, a palavra flor.
Trato delas durante o dia
enquanto sonho acordado.
A palavra solidão faz-me companhia.


Quase todas as palavras
precisam de ser limpas e acariciadas:
a palavra céu, a palavra nuvem, a palavra mar.
Algumas têm mesmo de ser lavadas,
é preciso raspar-lhes a sujidade dos dias
e do mau uso.


Muitas chegam doentes,
outras simplesmente gastas, estafadas,
dobradas pelo peso das coisas
que trazem às costas.


A palavra pedra pesa como uma pedra.
A palavra rosa espalha o perfume no ar.
A palavra árvore tem folhas, ramos altos.
Podes descansar à sombra dela.
A palavra gato espeta as unhas no tapete.
A palavra pássaro abre as asas para voar.
A palavra coração não pára de bater.
Ouve-se a palavra canção.
A palavra vento levanta os papeis no ar
e é preciso fechá-la na arrecadação.


No fim de tudo voltam os olhos para a luz
e vão para longe,
leves palavras voadoras
sem nada que as prenda à terra,
outra vez nascidas pela minha mão:
a palavra estrela, a palavra ilha, a palavra pão.


A palavra obrigado agradece-me.
As outras não.
A palavra adeus despede-se.
As outras já lá vão, belas palavras lisas
e lavadas como seixos do rio:
a palavra ciúme, a palavra raiva, a palavra frio.
Vão à procura de quem as queira dizer,
de mais palavras e de novos sentidos.
Basta estenderes a mão para apanhares
a palavra barco ou a palavra amor.


Limpo palavras.
A palavra búzio, a palavra lua, a palavra palavra.
Recolho-as à noite, trato delas durante o dia.
A palavra fogão cozinha o meu jantar.
A palavra brisa refresca-me.
A palavra solidão faz-me companhia.


ÁLVARO MAGALHÃES
O Limpa-Palavras e Outros Poemas 


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Exercícios desbloqueadores para Escrita Criativa

Hoje começámos a aula com alguns exercícios de Escrita Criativa. Com a palavra ALVARINHOS (em maíusculas para melhor compreensão), os alunos foram convidados a descobrir novas palavras utilizando as letras da palavra sem as repetir, mas sem ser obrigatório usá-las todas. Hoje descobriram 2 DÚZIAS. Provavelmente haverão mais. Aqui fica o desafio para quem quiser aumentar esta lista. Afinal ALVARINHOS é um manancial de palavras nesta "Ilha das Palavras".
1-ALVA
2-RIOS
3-ALVO
4-VARINHA
5-LIVROS
6-LAVAR
7-VARA
8-SONHAR
9-SOL
10-LAVAR
11-LAVA
12-RAINHA
13-VALA
14-RAVINA
15-RISO
16-SINO
17-VINHO
18-SILVA
19-ANOS
20-LINHO
21-LINHA
22-LAR
23-SOLAR
24-RANHO

Proposta 2: com as letras P-T-R-O-A descubram 9 palavras e com as letras C-S-O-A descubram 8 palavras. Utilizam-se todas as letras sem se repetirem.
Proposta 3: Com as palavras que descobriram no exercício anterior, façam uma história, utilizando-as todas.
Bom desafio!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Aqui fica um cheirinho do mundo de Oz...

Um medley da peça que vimos no Politeama:


A letra em Inglês para aprender a cantar:


Uma versão muito original de um cantor de peso:

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Viagem ao Mundo de Oz



Olá pessoas do mundo! Somos os piratas da Ilha das Palavras e vamos contar-vos uma aventura em Lisboa mais propriamente no Teatro Politeama. Pois é, ontém fomos ver a peça “O Feiticeiro de Oz” com encenação de Filipe La Féria.

Antes de sair da nossa “Ilha” estávamos todos ansiosos e muito entusiasmados pois tínhamos um pressentimento que iria ser muito divertido. É que no dia anterior fizemos uma pesquisa na Internet e ficámos surpreendidos com a história de Lyman Frank Baum do ano de 1900 (há 110 anos atrás). Uma peça tão antiga e ainda continua a fazer magia pelos teatros do mundo!...
Chegámos a Lisboa, aos Restauradores e cada vez mais impacientes. Quando entrámos no Politeama ficámos impressionados com a beleza e o envolvimento da sala. A estética era fantástica e tinha um candelabro que parecia do tempo dos reis e rainhas. Então lá veio ter connosco um responsável pela sala que nos indicou onde nos sentar.
A peça teve início com a Dorothy, que passou mesmo rente a nós no corredor em direcção ao palco. Era muito bonita e tinha uma voz linda e doce. As outras personagens também eram bem giras e interessantes. Todas cantavam bastante bem pois é mesmo esse o objectivo de um musical. Durante a peça achámos uma cena engraçada: foi quando o Espantalho passou com a mão pela careca do nosso professor (capitão dos piratas).
A peça terminou com uma canção onde todos os actores entraram em cena. Foi maravilhoso, esplêndido!
Àquela hora já todos tínhamos um ratito na barriga, então procurámos um local ali perto para lanchar a comidinha que os nossos pais nos enfiaram na mochila. Sentámo-nos num degrau de um prédio e reparámos que era a “casa” de uma sem-abrigo, que minutos depois apareceu e fez um discurso sobre a sua vida desgraçada, com muitas alusões à sua infância. Provavelmente por ter visto um bando de miúdos junto de si.
Terminámos o lanche e esperámos um pouco pelo autocarro do senhor Rui Marta, que logo apareceu e lá embarcámos (o nosso navio de viagens).
Chegámos à “Ilha das Palavras” com mais uma experiência espectacular e hoje (27-01-2010), aqui estamos nós a contar esta aventura. Esperamos que tenham gostado tanto de a ler como nós gostámos de a viver.

Alunos da E.B. 1 de Alvarinhos



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ilustrar e desenhar...também é importante!

Sabemos que hoje em dia os nossos alunos apresentam um défice de criatividade, e por vezes muito por culpa nossa, professores e educadores. Se todos os dias perderem um pouquinho de tempo com desenhos livres ou sugeridos, trabalhos de expressão plástica e outras tarefas criativas, a criatividade dos alunos começa a florescer. Nunca é perda de tempo, desenhar. Não há necessidade de ser escravo dos programas nem das planificações.
O professor dá o mote, com umas dicas. Os alunos apresentam as propostas do costume. O professor contraria e volta a sugerir, pois há que ser duro de roer. De repente... surge no papel uma retroescavadora disforme; uma casa torta ou mesmo um cão cabeçudo. Não há problema, fazem-se uns ajustes, dão-se uns retoques e um empurrãozinho ao aluno para que complete a obra. Algumas sessões depois, a criatividade já começa a ser natural. Existem inúmeras estratégias para treinar o desenho. Experimente colocar-se em cima de uma cadeira, fazendo de estátua modelo para os alunos; projecte uma imagem de um ilustrador conhecido e sugira que seja recriada por eles; faça  um esboço no quadro ou visite o site de um excelente ilustrador espanhol da nossa preferência, o Roger Olmos e inspire-se. É só clicar aqui ao lado...

Ilustração de Tiago Bonifácio-2º ano

Como prometido ao meu caro amigo e aluno Tiago Bonifácio, aqui deixo uma ilustração da sua autoria, retratando uma batalha medieval num castelo, com uma perspectiva de se lhe tirar o chapéu!


Um agradecimento ao senhor Roger Olmos pela disponibilidade em trocar impressões conosco, via mail.

Ilustração de Roger Olmos em "El principe de los enredos"

Malta, força aí e façam muitas surpresas aos vossos professores e sobretudo a vocês próprios. "Yes we can" disse o Obama, e nós em Alvarinhos, também vamos conseguindo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Papámos lenga-lengas pra deixar de ser molengas!

Como todos os bons atletas necessitam de treino específico, também os bons leitores o fazem. Treinar a leitura com jogos divertidos foi o que fizemos hoje.
Somos os 13 piratas,

todos sem gravatas
com receitas baratas,
já não há aulas chatas.
Sem papas na língua fizemos pesquisas
destravadores, ditos, rimas e lenga-lengas,
com alegria, risos e boa disposição
treinámos a ler, pra não ser molengas.

E agora as pesquisas dos nossos piratas, numa pequena amostra do que é o universo popular dos "ditos e contra ditos":

Atrás da pia
tem um prato,

um pinto
e um gato.
Pinga a pia,
para o prato,
pia o pinto
e mia o gato.
Cà-cá-rá-cá
Põe-te na pá,
Faz um bolinho
Para o meu Joãozinho,
Que anda na arada
Sem comer nada
Senão o rabinho
Duma sardinha
Que lhe deu
Sua madrinha!


Esta burra torta trota

Esta burra torta trota
Trota, trota, a burra trota
Trinca a murta brota brota
a murta ao pé da porta.

O tempo pergunta ao tempo

Quanto tempo o tempo tem,
O tempo responde ao tempo
Que o tempo tem tanto tempo
Quando o tempo, tempo tem.


Eu fui ao senhor Bolas comprar bolas,
Mas o senhor Bolas não tinha bolas.
Ora bolas lá para o senhor Bolas.


Um tigre, dois tigres, três tigres
Comem trigo de um trago


O rato roeu a roupa do rei de Roma,
A rainha ficou com raiva e resolveu
Remendar.

O rato roeu a rolha
Da garrafa
De Rum
Do Rei da Rússia.

Pardal pardo, porque palras?

Eu palro e palrarei,
Porque sou o pardal pardo de el-rei.


Pato Marreco
Certa manhã
Foi engolido
Pelo o pato marreco
O meu boneco
Que dizia
Papá…Mamã…
Que arrelia!
Era tão pequenino
Que foi engolido
Pelo pato marreco…
E no dia seguinte
De manhã o mafarrico
Pato-marreco mal abria o bico
Dizia: papá…mamã…
Porque tinha no bucho
O meu boneco.

Percebeste?

Se não percebeste,
Faz que percebeste
Para que eu perceba
Que tu percebeste.
Percebeste?

A chover
A trovejar
E as bruxas
A dançar
A chover
A fazer sol
As bruxas
A comer pão mole


Era uma vaca
Chamada Vitória
Morreu a vaquinha
Acabou-se a história
E depois…e depois
Morreu as vacas
Ficaram os bois

Pico, pico, maçarico

Quem te deu tamanho bico?
Foi a vaca chocalheira
Que põe ovos em manteiga
Para a filha do juiz
Que está presa na cadeia
Pela ponta do nariz


A criada lá de cima
É feita de papelão,
Quando vai fazer a cama
Diz assim para o patrão:
Sete e sete são catorze
Com mais sete vinte e um,
Tenho sete namorados
E não gosto de nenhum.

Sola, sapato,

Rei, rainha
Foi ao mar
Pescar sardinha
Para o filho
Do Luís
Que está preso

Pelo nariz
Salta a pulga
Balança
Dá um pulo
E vai para França.
Os cavalos
A correr
As meninas
A aprender,

A que for
A mais bonita
É que há-de
Esconder

Quem pouco pano pardo tem
Escassa capa parda faz.

Erra Erra

Vai ao céu
Vai buscar
O meu chapéu
Se ele é novo
Traz-mo cá
Se ele é velho
Deixa-o lá.


Sete e Sete
São catorze
Com mais sete
vinte e um
tenho sete namorados
E não gosto de nenhum.


Pico pico sarabeco
Quem te deu esse boneco
Foi a Dona Micaela
Que fugiu de barco à vela


Pico pico salpicão
Quem te deu esse tostão
Foi a filha do padeiro
Que o tirou do mealheiro.


Pico pico sapatinho
Quem te deu esse cãozinho
Foi o homem dos jornais
Uma vez p,ra nunca mais.


Duas vezes oito, dezasseis
Cala a boca e não me chateies.
Nove vezes nove oitenta e um
Sete macacos e tu és um
Fora eu que não sou nenhum.

E depois? Morreram as vacas
Ficaram os bois.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Alunos leitores e agora...ilustradores!

Para se ser um aluno completo, não basta saber ler, calcular e ser bonzinho...  :)  Não é menos importante, saber desenhar, ser criativo e saber expressar-se através do desenho e da pintura. Esta é uma área, pela qual nutro um grande interesse e carinho.  Aqui vos deixamos uma pequena exposição online de ilustrações feitas na 6ª feira. Material: folhas A3 de papel manteiga; lápis de carvão; canetas pretas para contorno; pincéis e aguarelas. Eis o resultado:













Por ordem de cima para baixo: Tiago 2ºano, Dinis 4ºano, Davide 2ºano, Daniela 3ºano, Marina 1ºano, Tomás 2ºano, Natacha 4ºano, Leonor 1ºano, Diogo 2ºano, Raquel 4ºano, Áurea 4ºano, Mariana 2ºano, Ângela 2ºano.